sábado, 26 de novembro de 2011

Em jogo decisivo, o desesperado Icasa recebe a líder Portuguesa


O desesperado Icasa recebe a líder Portuguesa neste sábado, às 17h (horário de Brasília), no estádio do Romeirão, em Juazeiro do Norte, pela última rodada da Série B do Brasileirão. Invicta há 20 rodadas, a Portuguesa está com 78 pontos, a Lusa sobrou na competição e já está garantida na elite do futebol nacional desde a 32ª rodada, quando bateu o Americana fora de casa. Já o Icasa, com 47 pontos e na 17ª colocação na tabela, luta desesperadamente para sair da zona de rebaixamento e garantir sua permanência na Série B.
Após semanas conturbadas em Juazeiro do Norte, o Verdão do Cariri entra em campo sem o técnico Arnaldo Lira, que foi demitido na última terça-feira. Porém, terá o retorno do meia e ídolo da torcida Júnior Xuxa. Sem desfalques no time, a única dúvida é o zagueiro Luiz Henrique que passou a semana sentindo dores na perna e pode ser substituído por Diogo.
O técnico da categoria de base Raimundo Vagner, o Raimundinho, irá comandar a última e decisiva partida do time alviverde. A escalação do Icasa deve ser: Carlos Luna; Osmar, André Turatto, Luiz Henrique (Diogo) e Edson; Luiz Ricardo, Eliélton, Júlio César e Diego Palhinha (júnior Xuxa); Preto e Laécio.
Apesar do clima de tranqüilidade tomar conta do Canindé, o técnico Jorginho não quer saber de tropeço rubro-verde na última rodada da Segundona. Sem poder contar com Ananias, que fica fora do confronto por problemas familiares, a Portuguesa viaja para Juazeiro do Norte com uma dúvida no ataque. Cleiton e Júnior Timbó disputam uma vaga entre os titulares.
- Temos o desfalque do Ananias, mas, vamos com a maioria de nossos jogadores que atuaram no campeonato todo. As equipes que vão depender de nosso jogo podem ter certeza que não vamos dar moleza. Se eu perceber que algum deles está de pé mole eu tiro da partida. Já avisei a eles que quero terminar a Série B invicta - afirmou o treinador.
 

Irritada, idosa do CE manda carta


Irritada, idosa do CE manda carta a vereador após ofensa em plenário

Vereador insinuou que idosa reclamou de serviços por estar demente.
'Estou em lucidez, dirijo minha casa...e tenho um computador', diz a carta.
Irritada por ter sido mencionada como alguém que estava “na iminência de ser interditada” por um vereador da cidade do Crato, a 506 km de Fortaleza, no plenário da casa legislativa, uma idosa de 87 anos decidiu enviar uma carta defendendo “seu direito à dignidade”. Almina Arraes de Alencar Pinheiro foi citada por dois vereadores na Câmara do Crato por ter reclamado do serviço de água e esgoto da cidade.
Segundo Almina, há aproximadamente um mês, o vereador Francisco Brasil fez pronunciamento contra aumento na conta de água na cidade. “Ele pediu que a administração [municipal] visse isso, para não acontecer o mesmo que aconteceu comigo”, disse Almina, referindo-se às reclamações que fez em dezembro de 2010 à companhia, ocasião em que afirma ter sido destratada pela companhia de água e esgoto da região, ganhando a simpatia da população.
Durante o pronunciamento, segundo Almina, o vereador e primo de 3º grau George Macário de Brito pediu um aparte. Almina diz que overeador girou um dedo indicador na altura do ouvido e disse que a aposentada usada como exemplo estava a ponto de ser interditada e que as queixas dela com relação ao serviço não eram verdadeiras. Sentindo-se ofendida, Almina decidiu escrever a carta, em que diz:
Almina diz que overeador girou um dedo indicador na altura do ouvido e disse que a aposentada usada como exemplo estava a ponto de ser interditada e que as queixas dela com relação ao serviço não eram verdadeiras (Foto: Reprodução)Almina diz que overeador girou um dedo indicador na altura do ouvido e disse que a aposentada usada como exemplo estava a ponto de ser interditada e que as queixas dela com relação ao serviço não eram verdadeiras (Foto: Reprodução)
A carta de Almina comoveu a população do Crato que tem enviado mensgasens de apoio à idosa. A aposentada acredita que está servindo de exemplo para os amigos da terceira idade que têm receio de reivindicar os próprios direitos. “Lógico que sou exemplo, nem todo mundo tem a coragem que eu tive. Eu redigi e não ofendi ninguém, defendi meus direitos”, afirma.
Vereador e parente
O parlamentar Macário de Brito, em contato com o G1, disse que foi “mal entendido” durante o aparte. Ele explicou que foi fazer uma defesa do governo municipal, mas apenas “a parte que interessava a oposição” ganhou destaque. Sobre a suposta interdição de Almina, o vereador disse tê-la confundido com outra pessoa da família. “Isso é um assunto já superado. Eu inclusive já fiz um pronunciamento pedindo desculpas”, conta.
SAAEC
A aposentada conta que, em novembro de 2010, passou a receber uma cobrança de água quatro vezes maior do que a de costume. Buscando uma explicação para o aumento, Almina foi até o órgão municipal Sociedade Anonima de Agua e Esgoto de Crato (SAAEC). “Mas fui destratada e saí de lá sem a justificativa do aumento”, diz. Ao relatar o ocorrido aos filhos, um deles decidiu escrever uma carta e enviar a blogs e rádios que funcionam no Crato.
O G1 tentou contato com a direção da SAAEC na manhã e na tarde desta sexta-feira (25), sem obter resposta.
“As pessoas viram [a carta do filho] e virou uma polêmica, recebi muitas cartas e mensagens de apoio”, conta Almina, informando que em sua página do Facebook é possível encontrar algumas das mensagens. Alguns meses depois, a conta de água da idosa voltou ao normal. “Foi por isso que o vereador Francisco Brasil me usou como exemplo”, explica.
“Minhas Lições”
De família tradicional do interior do Ceará, Almina Arraes disse tentar se manter sempre atualizada. Em 2004, ganhou um computador de um dos filhos e decidiu procurar um curso de informática na cidade para aprender a usar a máquina e acessar a internet com segurança. Mas, segundo a aposentada, não havia curso para pessoas da sua idade na cidade, somente para crianças.
“Fiz [o curso] assim mesmo”, conta Almina acrescentando, “daí que surgiu a ideia de pôr 'Minhas Lições' em uma cartilha para meus amigos. Ela afirma que já distribuiu mais de dois mil exemplares da cartilha e prepara a segunda edição. “Muita coisa mudou, tenho de atualizar”, diz.

Alunos fiscalizam verbas do Fundeb em escola de Juazeiro do Norte (CE)

Equipe de 15 estudantes acompanha o trabalho do diretor da escola.
Iniciativa ajuda na melhoria do desempenho escolar dos alunos.

Uma escola de Juazeiro do Norte, a 495km de Fortaleza, criou uma comissão de alunos que está fiscalizando o uso do dinheiro do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb). A equipe de 15 estudantes da Escola Doutor Edward Teixeira Férrer, que fica no bairro Franciscanos, tem como função ficar acompanhar o trabalho do diretor e ver o que ele faz com a verba que vem para a escola.
Os estudantes estão entendendo como é aplicada a verba do Fundeb, que é destinada ao pagamento dos salários dos professores, dos funcionários, da merenda escola e para investir na melhoria da escola, como o ar condicionado e computadores das salas da instituição na qual estudam. Os alunos fazem reuniões para acompanhar as contas.
“Era ruim em matemática, mas melhorei muito desde que passei a fazer parte da equipe”, diz a aluna do 8º ano, Deysiane de Oliveira. O projeto é experimental, mas três escolas da cidade devem adotar o mesmo sistema, segundo a secretaria de educação do município. Juazeiro do Norte tem 113 públicas, sendo 14 da rede estadual e 99 da rede

Professores do Interior foram decisivos para resultado

Uma das mais fortes mobilizações do Sindicato dos Professores do Estado do Ceará (Apeoc) no interior do Estado resultou em uma participação “decisiva” dos professores que vieram de longe para participar da assembleia geral dos docentes – realizada nesta sexta-feira (25), rejeitando o início de uma nova greve geral. A avaliação é do vice-presidente do sindicato Apeoc, professor Reginaldo Pinheiro.
Segundo ele, desde a última segunda-feira e durante toda esta semana, o sindicato Apeoc realizou seminários para professores em diversas cidades do Estado com o objetivo de discutir benefícios já conquistados pela categoria.
O professor explicou que o sindicato deixou claro para os docentes do Interior que sua posição era desfavorável ao início de uma nova paralisação. Depois disso, o sindicato também custeou o transporte de professores do Interior até Fortaleza, para participar da assembleia de ontem. “Mas esse transporte foi oferecido aos professores independentemente de seus posicionamentos”, explicou Reginaldo.




Durante a assembleia desta sexta-feira, que ocorreu sob clima de guerra, defensores da greve bradavam das arquibancadas que o Governo do Estado teria manipulado e até financiado a vinda de professores de várias cidades do Interior para que votassem contra a greve. Para Anízio Melo, presidente da Apeoc, não faz diferença a origem dos professores. “Nós queríamos garantir que todos aqui fossem professores”.
Do lado de fora do ginásio Paulo Sarasate, O POVO observou professores do Interior esperando ônibus alugados que os levariam de volta para suas cidades. Abordados, todos demonstravam receito ao dar qualquer informação e evitavam falar qualquer coisa sobre a assembleia.
Segundo Reginaldo Pinheiro, a Apeoc também recebeu denúncias semelhantes. “Por outro lado, tivemos denúncias até de que, em algumas cidades, agentes da oposição estavam ofertando transporte para professores votarem a favor da greve”.
O POVO tentou contato com o Governo por meio da assessoria de imprensa, mas não obteve retorno até o fechamento da matéria.
(O POVO)

“Postura da Apeoc não reflete a democracia”

Eis o artigo que recebemos do leitor Pio Barbosa Neto, sobre a matéria “Presidente da Apeoc comemora greve rejeitada”. Confira:
Não faz muito tempo que o governo tem afirmado que está aberto a negociações com a classe do magistério, contudo, o que ficou como referencia, foi a postura contraditória revelada pelo Poder Executivo, a começar dos atos característicos de uma violência tácita que se deu inicialmente na Assembleia Legislativa, onde professores foram alvo da truculência e brutalidade amplamente documentadas pela imprensa da parte de policiais, espancamentos e gás de pimenta, cenas lamentáveis, que correram os jornais de todo o país e em países vizinhos, pela internet.
A meu ver, a postura da APEOC, não tem nada a ver com democracia. É mais um jogo de interesses, de um sindicato que representa o governo estadual distante dos interesses do magistério.
A linguagem do presidente Anísio Melo, em seu discurso, só reforça o fato de que, houve manobra, manipulação, jogo de bastidores, e a prova disto, é que, de maneira não democrática, houve pressão sobre os professores quanto à questão salarial, e ameaças claras da secretária de educação, que foram amplamente contestadas no depoimento da deputada Eliane Novais, que em pronunciamento feito na Assembleia Legislativa, afirmou que o governo está pressionando a categoria e tenta cercear o diálogo com os docentes, revelando a postura inflexível da Secretária de Educação Izolda Cela, classificando sua fala, como um caso de abuso de autoridade e de assédio moral.
Infelizmente, a vitória tão propalada por Anísio Melo, é a imagem de um sindicato sem representatividade, que se serve de pessoas dignas, como são os professores, e que acolhe as ameaças do poder como dádivas, para assim, proclamar, num discurso fantasista e mentiroso, que sua representatividade junto ao sindicato é a voz do magistério, quando sabemos, que não é.
Por enquanto, o sindicato levou vantagem, mas, um lembrete ao presidente da APEOC, é que o poder passa como tudo na vida.
A idéia de que a classe do magistério tem que ”engolir” negociações forjadas na força e na tirania, isto é mais uma representação de um regime que a gente pensava não mais existir, mas, que, em nome de interesses alheios aos milhares de professores, suscita a concepção de uma realidade caricata, maquiada, mascarada, falsa, que se contradiz.
É bom lembrar que existem inúmeros conceitos de greve, estudados em diversos ramos das ciências sociais, principalmente na sociologia, tendo em vista o grande reflexo de tal instituto na infra-estrutura social. Todavia, o conceito de greve que nos interessa no presente estudo é o jurídico.
O conceito jurídico de greve não apresenta grandes dificuldades em ser delineado, eis que representa tão-somente a paralisação do trabalho por determinado grupo de empregados, a fim de postular pretensões junto ao empregador, utilizando tal expediente como meio de pressão para obtenção do fim almejado.
O servidor não pode ser punido pela simples participação na greve, até porque para o próprio Supremo Tribunal Federal que a simples adesão a greve não constitui falta grave (Súmula nº 316 do STF). Podem ser punidos, entretanto, os abusos e excessos decorrentes do exercício do direito de greve Por isto, o movimento grevista deve organizar-se a fim de evitar tais abusos, assegurando, em virtude da natureza do serviço prestado pela Justiça Federal, a execução dos serviços essenciais e urgentes (quando necessário).
A rigor, sempre existe o risco de que uma determinada autoridade, insensível à justiça das reivindicações dos servidores e numa atitude nitidamente repressiva, determine o desconto dos dias parados; no geral, quando ocorrem, tais descontos são feitos a título de “faltas injustificadas”.
Entretanto, conforme demonstram as decisões anteriormente transcritas existem posições nos tribunais pátrios inclusive do Supremo Tribunal Federal no sentido de que não podem ser feitos tais descontos e muito menos a titulo de “faltas injustificadas” – o que efetivamente não são.
A questão que fica de todo este conflito é o fato vergonhoso de que temos à frente de um sindicato, manobristas de plantão, gente que trata o professor como um mero produto de especulação política.
É lamentável que os professores sejam reféns de um jogo de poder, parecendo que estes, são marginais, bandidos.
O curioso e o fato de que, em tempos de campanha política, muitos são os personagens que afirmam a sua defesa intransigente ao magistério, a categoria, revelando um jogo de muitas faces, numa prova inconteste que o inferno existe e que seus anjos de plantão estão em todos os lugares, afirmando que de boas intenções, ele resiste e existe prá destilar sua fúria contra inocentes personagens, que labutam pelo pão nosso de cada dia, longe de alcançar as benesses de um presidente de sindicato, que gosta do cargo e do poder, afinal, tem gente que gosta da “mosca azul”, da força do poder, dos microfones em volta, prá enganar, mentir, escamotear a realidade, falando em nome dos professores, sem qualquer direito, afinal, se houvesse democracia, o governo pagaria o justo que anuncia, e os professores seriam tratados com respeito, isto infelizmente, é uma marca indelével de um mundo onde os homens amam as coisas e usam as pessoas.
Além do mais, alguns diretores em “suas” escolas, trataram com desdém e desrespeito, nos dias que antecederam esta (votação), os professores que optaram por ingressar num estado de greve, o que demonstra o fato de que uma vez no poder, ninguém gosta de soltar o “cargo” (não vitalício), mas que certos diretores gostam de usar contra professores, especialmente se eles forem provisórios.
Um ato de covardia declarada e um abuso inconteste de autoridade provam inequívoca destes tempos, onde a gente sonhava com um estado democrático de direito, que envolvesse um tratamento humano aos educadores.
Lamento dizer, que não concordo com a vergonha e o desmonte da educação em nosso Estado, onde o que vemos, são cenas de intimidação, pressão, covardia, contra professores aposentados e profissionais atuantes, que se esmeram em seu trabalho, para dar a sociedade uma possibilidade de mudança, que não acontece, quando, um sindicato se revela detentor de muitas faces, quando num dado momento, diz que está ao lado dos professores e num outro momento, se nega a apoiá-los.
Afinal, qual é a face da APEOC? Seria apenas uma representação que usaria seus associados como reféns de seu mando, de sua impostura, de sua ausente liberdade?
Prá que trazer professores do interior, de todos os lugares, prá votar a favor do fim da greve? Acaso, eles não têm o direito de escolha?
“Cometer injustiças, é pior que sofrê-la” – Platão. Uma frase lapidar de Che Guevara sintetiza o que penso: “Se você treme de indignação perante uma injustiça no mundo, então somos companheiros.”

Juízes são suspeitos de participação em grilagem de terras

A corregedora do CNJ (Conselho Nacional de Justiça) Eliana Calmon revelou nesta sexta-feira (25) que há juízes sendo investigados pela participação em atos de grilagem de terras em vários estados do país.
Calmon afirmou que o CNJ investiga dois magistrados na Bahia e a corregedoria do TJ (Tribunal de Justiça) do Piauí apura casos que envolvem três juízes do Estado pelo suposto envolvimento nas irregularidades.
Também há suspeitos em Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e na divisa da Bahia com Goiás, de acordo com a corregedora.
Calmon diz que as suspeitas são de que os magistrados tenham cancelado títulos de propriedade e feito concessões de posse de terra ilegalmente, entre outros crimes, com a participação de tabeliães de cartórios de registros.
Para ela é preciso uma união das autoridades para combater os delitos.
“Levei a minha preocupação ao ministro Peluso [presidente do CNJ e do Supremo Tribunal Federal] pois é necessária uma ação política para viabilizar um enfrentamento em conjunto com o Ministério da Justiça, a Polícia Federal e o Ministério Público”, disse.
“Não adianta punir só um juiz. É preciso pegar todo o segmento que vem praticando esse ilícito”, completou.
(Folha)

‘Minha Casa Minha Vida’ emperra no Ceará, com 46% da meta em dois anos

Dois anos após sua implantação, menos da metade da meta da primeira fase do programa “Minha Casa Minha Vida” foi cumprida, no Ceará. Segundo o vice-presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil (Sinduscon-CE), André Montenegro, até este mês, 24 mil unidades do programa foram entregues, sendo 14 mil para pessoas cuja faixa de renda está até três salários mínimos, e 10 mil, na faixa de que vai de três a 10 salários, envolvendo recursos da ordem de R$ 2 bilhões.
Dentre as causas para o não cumprimento da meta, Montenegro cita a dificuldade de muitas empresas para atender à demanda, à falta de estrutura dos órgãos públicos para a liberação dos projetos e a burocracia. Além disso, há ainda um atraso de 30% nas obras contratadas do programa. “Mas, esse atraso é algo normal, decorrente de problemas pontuais que normalmente cercam empreendimentos desse porte”, afirma.
Em relação à burocracia, a principal queixa das construtoras diz respeito ao tempo de aprovação dos projetos, cuja demora para liberação seria de oito a 10 meses, enquanto em outros estados, esse tempo não excederia dois meses. “Nesse tempo, há o cansaço do dono do terreno, que desiste de vender a área para a construção das unidades e o desestimulo das empresas. Há casos de empresas que desistem de pegar o projeto, devido a essa demora”, diz Rômulo Gradvohl, proprietário da Construtora Época.
Ele diz que, por conta do atraso na liberação dos projetos, estados como Maranhão, Piauí e Rio Grande do Norte, por exemplo, conseguiram cumprir 100% da meta do programa, enquanto o Ceará ainda patina para chegar aos 50%. “Esse atraso faz com que os recursos, acabem indo, na maior parte, para estados que aprovam seus projetos de forma mais rápida”, reclama.
A Caixa Econômica Federal (CEF), responsável pela aprovação dos projetos, informou, através da sua assessoria de imprensa, que qualquer pronunciamento sobre o programa é da alçada do Ministério das Cidades, em Brasília.
(O POVO)