Ainda ontem à noite, o procurador-geral do Estado, Fernando Oliveira, foi informado da ordem judicial. Para basear a decisão, a desembargadora Sérgia Miranda alegou o caráter de inconstitucionalidade da greve dos militares, além de considerar o movimento dos policiais um crime e uma infração militar.
No quartel da 6ª Companhia do 5º Batalhão (BPM), no Antônio Bezerra, policiais e bombeiros, aquartelados desde a última quinta-feira, realizaram uma assembleia após serem comunicados da determinação do TJ.
Um dos líderes do movimento, capitão Wagner Sousa, colocou duas propostas em votação para centenas de PMs e bombeiros presentes. A primeira de que os manifestantes deveriam deixar o quartel, dessem fim à paralisação e retornassem às suas residências. A segunda de que os militares permanecessem aquartelados e continuassem a greve.
A segunda opção foi escolhida por unanimidade e os manifestantes decidiram dar sequência ao acampamento no quartel da 6ª Companhia. “Isso só mostra que a nossa mobilização está forte e só vai ceder diante do atendimento das reivindicações”, reforçou o capitão Wagner.
Novas adesões
Ontem, o movimento dos militares recebeu novas adesões de policiais. Desta vez, de integrantes da Polícia Rodoviária Estadual (PRE), um dos poucos setores da Polícia Militar que ainda não tinha participado das manifestações.
No domingo à tarde, policiais do Raio, considerado como tropa de elite da PM, já tinham reforçado o comando de greve no Antônio Bezerra. “Só está faltando o Batalhão de Choque aderir por inteiro. Queremos chegar a 100% de adesão”, ressaltou Pedro Queiroz, presidente da Associação de Praças da Polícia Militar do Ceará.”
(O POVO)
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