“A Associação dos Praças da Polícia Militar e Bombeiros do Estado da Bahia
decidiu, na noite deste sábado, encerrar a greve que vigorava desde o dia 31 de
janeiro de 2012. Mesmo sem uma nova proposta do governo baiano, a maioria dos
PMs em greve decidiu por retomar as atividades. Pessoas ligadas à corporação
disseram que uma reunião realizada entre a liderança grevista e o comando dos
policiais foi decisiva pra o fim da greve.
O movimento que antecipava o fim da paralisação foi iniciado ainda no final
da tarde de sábado: os policiais militares em greve colaram cartazes no muro do
ginásio do Sindicato dos Bancários com uma pauta de reivindicações ao governo do
Estado atualizada.
Entre as condições para retornarem ao trabalho estavam a libertação dos
líderes do movimento que estavam presos e o pagamento integral do ponto de
policiais que faltaram ao serviço. As propostas, no entanto, não foram
aceitas.
A greve
A greve dos policiais militares da Bahia teve
início na noite de 31 de janeiro, quando os grevistas acamparam em frente à
Assembleia Legislativa em Salvador e posteriormente ocuparam o prédio. Cerca de
10 mil PMs, de um contingente de 32 mil homens, aderiram ao movimento.
A paralisação provocou uma onda de violência na capital e região
metropolitana, dobrando o número de homicídios em comparação ao mesmo período do
ano passado. Além de provocar o cancelamento de shows e eventos, a ausência de
policiamento nas ruas também motivou saques e arrombamentos. Centenas de carros
foram roubados e dezenas de lojas destruídas.
A paralisação buscava reivindicar a criação de um plano de carreira para a
categoria, além do pagamento da Unidade Real de Valor (URV), adicionais de
periculosidade e insalubridade, gratificação de atividade policial incorporada
ao soldo, anistia, revisão do valor do auxílio-alimentação e melhores condições
de trabalho, entre outros pontos.”
(Portal Terra)
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